segunda-feira, 2 de julho de 2012

O trânsito, tolerância, motocicletas e a complacência.

Pois é. O assunto agora é outro. O trânsito, tolerância, motocicletas e a complacência.
E aí hein?! (Lembrei-me do Luciano Pires, do Café Brasil começando seus PODCASTS, logo depois do seu clássico: "Bom dia, boa tarde, boua noite")
Então? Hoje eu gostaria de relatar o que estas malditas palavrinhas tem haver umas com as outras. E o pior: Com você! 

"Então pois é e aí hein". Entendeu alguma coisa? Pois é assim que o trânsito é! Uma salada de rúcula, jiló, chuchu, falta de molho e tempero... opa... o assunto é trânsito. Então troque as palavras anteriores por outras sem sabor ou talvez amargas: carros, motos, pedestres, ônibus e taxis. Conseguiu entender? Se tiver conseguido entender parabéns!!! Você acaba se declarar morador de alguma metrópole com densidade demográfica ridiculamente calculada à um absurdo de pessoas vivendo num mesmo diabo de metro quadrado. Agora, se você não entendeu isto significa que:
  1. É um completo ignorante e não sabe ler
  2. É um completo milionário e só anda de helicóptero (o que não descarta a sua possibilidade de pensar, então se você se enquadrou aqui, certamente seria o número 1, pois mora numa porra de cidade grande e não sabe o que é trânsito.)
  3. É um caipira felizardo que mora num interior destes qualquer e que provavelmente a novela que passa na sua televisão (se é que você tem uma) é Irmãos Coragem e eu estou falando da versão de 1970! 
  4. Você continua sendo um estúpido! 
  5. Phoda-se! Chega de explicar o que você é! Se quer auto-conhecimento, procure um psicólogo ou sei lá! Mas aqui é lugar de ler e entender! 
Partindo do pré-suposto que você é um feliz cidadão (ou seja, morador de uma cidade enorme) continuarei minha história. Mas afinal o que é que aquelas palavras lá do título têm haver com isto tudo até agora? Nada! Até agora foi só o contexto, a relação delas virá à seguir.

Então chega a manhã de segunda! Você acorda, toma banho (ou não), escova os dentes (ou não), se arruma para o trabalho (ou não - bem, se você não vai trabalhar, pare de ler este blog e procure um emprego seu vagabundo(a)) e sai de casa (na maioria das vezes) para chegar ao seu destino matinal: A porra do escritório que normalmente fica à zilhões de quilometros da sua casa! 
Mas tudo bem não é?! Afinal, as ruas têm espaço de sobra pra você colocar sua carroça seu carro principalmente se nele estiver embarcado a carga mais importante do mundo: Você! E o pior... só você vai no carro! Coitado do vizinho que lhe pedir carona. Você liga o som alto e sai da garagem a milhões de KM/H só pra parecer que não o viu! 

Aí começa o inferno problema. Tenho plena convicção que a maioria dos motoristas conseguem desenvolver velocidade superior em suas garagens se comparadas à velocidade média nas vias nos horários de pico. Aproveite que está devagar e comece a observar que na maioria dos carros temos apenas uma pessoa ao volante (o óbivio né?!) e mais ninguém. Tenho certeza que se carros não precisassem de ser dirigidos, viríamos vários deles passeando sozinhos por aí no centro. Só pra ocupar espaço. Eita povo desgraçado de burro individualista! Agora deixa eu voltar ao assunto?!

Você saiu de sua garagem e tudo começa: Arranca... pensou que ia passar a segunda e pára (seu carro é automático? Phoda-se ou morra! Entenda o contexto! Agora deixa eu voltar ao assunto!?). E assim você vai nesta punheta morrinha até chegar no trabalho. Enquanto isso, entre o seu carro e o carro daquele seu vizinho que você não deu carona passam-se milhares de milhões de motos (Meu Deus! É moto que não acaba mais, parecem que brotam do chão). E você fica se perguntando porque é que não tem uma moto ou o pior: "Que perigo eles passarem tão perto! Qualquer hora vão quebrar o meu retrovisor, caírem (e talvez por sorte) e vou passar por cima deles! Que medo!"

Sabe o que eu penso? Ninguém perguntou mas vou falar assim mesmo. Penso em duas coisas: 
  1. Jesus (ou Deus, ou Buda ou Maomé ou Lanterna Verde, não importa quem seja), realize meu sonho de ter dinheiro a ponto de possuir um tanque de guerra porque ao levá-lo pra rua eu resolvo 90% do problema destas pestes. Quero ver neguinho (sem preconceitos por favor! Sou intolerante inclusive ao preconceito!) vir com seu pezinho de anjo tentar derrubar ao invés de meu retrovisor, um canhão de 105mm!
  2. Sabia que aquele espaço entre o meu carro, o da frente, o de trás e o do lado é chamado de distância de segurança e não uma "motocicletovia"? Porque será que o motoqueiro (quem anda nesta área de segurança é motoqueiro, quem anda atrás, na faixa e respeito o outro é motociclista) acha ruim comigo quando eu diminuo a distância de segurança que eu impus ao carro do lado ou reduzo minha velocidade e tento trocar de faixa? E o pior?! Porque é que eu acho que o filho da puta cidadão em cima da motocicleta tem razão sendo que na verdade não tem? 


Simples! A resposta está naquelas palavrinhas lá em cima no título deste post. 
Tolerância e Complacência (ou condescendência, mas acho esta última mais chata de escrever, portanto.... phoda-se! Deixa eu voltar ao assunto?!)

Quando um motociclista usa deste espaço entre os carros para uma manobra a qual se não fosse feita ele corresse risco de morte e em decorrência desta sua manobra, amplio o espaço  entre ele e o carro do lado para aumentar a segurança de sua manobra pois sei que foi uma manobra defensiva a fim de evitar um acidente eu sou tolerante! (entendeu? nem eu! isto pra você ver o quanto é difícil ser tolerante no trânsito)

Quando estou circulando em minha via, ligo a seta informando que vou mudar de faixa, vem um motoqueiro naquele mesmo espaço de segurança o qual ele julga ser faixa exclusiva para motos, buzinando feito um maluco como quem dissesse: Ow! Num muda de faixa não seu filho da puta! Esta faixa do meio é minha! - E você acata à solicitação dele ao invés de (claro que não vamos sair matando todos (só alguns seria o bastante) motoqueiros da cidade) sabiamente dar-lhe uma fechada sem medo de perder seu retrovisor, mostrando à ele que aquele espaço não é para ser usado da maneira como ele está usando, você está sendo complacente. 

Portanto, deixo aqui as regras de circulação de trânsito: 
  1. Vai mudar de faixa? Sinalize com antecedência, veja se há o espaço na faixa a qual você se destina e que não há nenhum veículo se aproximando de você na faixa de destino. Tem uma moto no famoso "corredor"? Entre assim mesmo e mostre logo quem é que manda no negócio! O motoqueiro pode ficar furioso, brigar, chorar, chamar seus amigos e dar-lhe um "punk" (vulgo surra). Você ainda estará certo! 
  2. Você também pode mudar de faixa abruptamente e jogar o motoqueiro no chão. Siga viagem e não preste socorro. Alguns quilômetros à frente, pare num posto policial e diga: Estava sendo perseguido por um motoqueiro e o mesmo tentou abordar-me em movimento. Movimentei meu carro bruscamente e o agressor, que parecia estar armado caiu na via lá trás! Parei aqui para registrar o "BO". Como não haverão testemunhas e mesmo que houvessem, elas não saberiam se a história é verdadeira ou não, ficaria tudo por isto mesmo e você daria a lição no motoqueiro e ainda o processaria pra pagar o arranhão no pará-choque. 

Vou lhes contar o que certa vez aconteceu comigo: - Estava eu parado em uma via super-lotada em pleno horário de pico. Estava tão parado que a fumaça do cigarro dos motoristas que fumavam (não seu autor burro! dos motoristas não fumantes!) pra passar o tempo subia verticalmente sem se mover um milímetro para os lados.
Não havia espaço nem para um pedestre passar. Ao longe escuto aquele típico barulho de escapamento daquelas merdas motos de baixa cilindrada e normalmente com um baú atrás. Pelo retrovisor vejo um ornitorrinco motoqueiro se aventurando e passando pelos carros. Foi então que pensei: "Este pan-sexual vai se aventurar passar do lado e por trás do meu carro, só que não há espaço". Quase não tive tempo de piscar e o filho da mãe já estava passando aquela aquecedora de perna de pobre atrás do meu carro. Quando penso que não, escuto o barulho do baú esbarrando no carro. O cidadão passa do meu lado, fingindo que nada aconteceu e eu feito um maluco gritando: "ei!!! Ow!!!! Você!!!!" - E ele, fingindo que sou aquele seu vizinho chato, ignorou-me. Não deu outra! Tirei o pé do freio e joguei o carro inteiro nele. Ele estatelou-se no chão e em outro carro. Levantou-se cheio de razão perguntado: "Cê é louco cara (sim, ele é mineiro e eu também)????" - Claro que eu respondi com aquele ar mais sarcástico: "Louco eu?! Você esbarra esta merda no meu carro, passa do meu lado comigo aos berros te chamando e finge que não me escuta. Quem é o louco aqui?! E é melhor você sumir da minha frente senão termino o serviço!" Pronto! Não precisei falar mais nada. O filho da puta montou naquele lixo veículo e foi-se embora. 

O pior, é que ele estava certo! Porque o errado sou eu e você que deixamos que caras como ele achem que o direito deles é maior ou diferente do nosso. 


Próximo assunto: Os sem noção!